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O verdadeiro sabor da Bahia

Primeiro a batida seca do ferro com a madeira. Depois, para garantir, o velho grito: ô de casa... Antes das campainhas e dos interfones, era assim que se chamavam as pessoas para abrir a porta da casa, para uma visita.

Por Miguel Brusell

Aquela volta de ferro, fixada na porta de entrada para usar como batedor, em vez de bater com a mão na porta, se chama aldrava. Ainda hoje encontramos nas portas e casas mais antigas, as aldravas, que eram o instrumento que possibilitava que você chamasse a atenção dos donos da casa, para que eles abrissem a porta, para a visita entrar na sala.

Inaugurado há pouco mais de um mês, o Restaurante Aldrava tem, exatamente, esta proposta. Fazer com que o cliente se sinta na sala de visita de uma casa da Velha Bahia. Para conseguir este resgate, com muita ousadia e criatividade, o Chef Rodrigo Castro e a Consultora Gastronômica e Sommeliére Noelma Machado Paixão, responsáveis pelo projeto, não pouparam esforços.

Além de todo o clima, proporcionado pelo encontro da madeira com o ferro, do antigo casarão do Hotel A Casa das Portas Velhas, que abriga o restaurante na Mouraria, o cardápio foi concebido após uma intensa pesquisa. "Depois que me formei, comecei a estudar e vi que existia espaço para fazer um upgrade na cozinha baiana. E comecei a desenvolver um projeto da cozinha baiana voltada para a alta gastronomia, de forma estudada e pesquisada", explica o Chef Rodrigo.
.                                                                                             Fotos: Gabriela Simões


Para chegar ao cardápio, o Chef Rodrigo foi beber o conhecimento na fonte. "Por cerca de quatro meses, no início deste ano, eu fiz viagens para várias feiras do interior como Cachoeira, São Felix, Coqueiros, Irará, Santo Amaro, buscando, em todos estes lugares, além do ingrediente, a questão do regionalismo mesmo", revela o Chef.

Quem quiser conhecer o verdadeiro sabor da Bahia, refinado com técnicas da alta gastronomia internacional, agora, tem uma parada obrigatória. No Aldrava, o amigo que visitar a sala não vai encontrar aquela "Tradicional Moqueca Baiana" boiando no Azeite de Dendê, fervendo, em bolhas. Mas o sabor dela, está lá, e explorado com muita criatividade, na Moqueca de Carne do Sertão com Feijão Preto, Al Dente, para surpreender.

As sobremesas oferecidas no Aldrava, também, são um convite ao regresso à infância, em meio às ladeiras, ao babá no meio da rua, com traves de montinhos de sandálias Katina e camisas dos jogadores. Bolinho de estudante com Doce de Leite e Sorvete de Coco, caseiro. Também são utilizados Melaço de Cana, Paçoca de Amendoim e Tapioca, só para citar alguns.

Comida da Bahia

Para o Comida da Bahia, o Chef ofereceu de entrada um Acaçá de Bobó na folha de bananeira, com maionese de Urucum e crocante de Pipoca. Como refeição principal, três pratos: a Moqueca de Carne do Sol com Aipim, Varinhas chips da casca do Aipim, Feijão Preto com Camarão Seco e Arroz; o Bacalhau com molho de Moqueca, Farofa de Broa de Milho e Feijão com Leite de Coco; e Carne do Sol com Pirão de Aipim e Queijo Coalho frito.

A refeição foi harmonizada com o exótico vinho Tribal, da África do Sul. Como sobremesa foi servido Bolinho de Estudante com Doce de Leite e Sorvete de Coco, Beiju Real de Tapioca com Banana e duo de brigadeiro, assado e cozido, com um crocante de amendoim, azeite frutado e sal defumado.



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