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Mesa ao Vivo Bahia exalta culinária e produtos locais

O Mesa ao Vivo Bahia encerrou nesta quarta (2), na Casa do Comércio, em Salvador, três dias de encontros, palestras, cursos, debates, conclusões, opiniões e muita preparação de alimentos para o consumo.  

Fotos: Gabriela Simões
Por: Miguel Brusell

Entre os presentes, uma unanimidade pode ser, claramente, notada: O momento da culinária atual é de valorizar o regional, com os principais restaurantes do mundo privilegiando os produtos produzidos próximo ao local de consumo, em detrimento aos importados de mais distantes.

Para a maioria dos Chefs, o conhecimento das técnicas tradicionais internacionais de cocção de alimentos são muito importantes e devem ser adaptadas à realidade do local de cada restaurante. Para todos, o mais importante é ter produtos de qualidade e frescos. Sendo assim, locais, como a Bahia, que tem cinco bimoas  biológicos diferentes levam vantagem com a grande variedades de produtos.

Dentre os palestrantes, o premiado Chef baiano Beto Pimentel foi um dos que balançou, com vigor, esta bandeira. No comando das panelas do seu Restaurante/Pomar, que fica no bairro Cabula, Beto ganhou prêmios e fama internacional reinventando a tradicional culinária baiana, introduzindo diversas frutas locais nos pratos e refeições.

Em sua palestra, Beto falou da possibilidade de se retirar um filé de uma jacá. "A gastronomia não tem limites. Mas a gente não pode ignorar o que é nosso e ser um papel carbono do primeiro mundo. Adoro Petit gâteau, adoro Foie gras, adoro Cozinha Italiana, mas vamos cuidar do que é nosso. Eu não vou fazer uma Petit gâteau, ou Foie gras como um Chef francês como, também, eles não vão fazer uma moqueca igual a minha", garante o Chef.



Com um restaurante com a proposta bem próxima pela a apresentada pelo Chef Baiano, o representante da São Tomé e Principe, João Carlos Silva também exaltou a diversidade de produtos e temperos encontrados em sua terra natal afirmando que sempre procura aproveitar o que de melhor cada um tem a oferecer para compor seu pratos.

Segundo o Chef, devido à semelhança entre os climas, a culinária daqui utiliza muitos produtos que também são utilizados em sua terra.  "Também utilizamos o Azeite de Dendê, mas o nome é diferente, chamamos de óleo ou azeite de palma. Com ele preparamos o Calulu, que é feito com Fruta Pão assado e não tem nenhuma relação com Caruru daqui da Bahia", esclarece o Chef.

Entre os defensores mais exaltados dos produtos locais estava a renomada Chef baiana Teresa Paim, do restaurante Casa de Teresa. "Eu sempre busco que o meu trabalho seja um museu de grandes novidades. Porque ele é muito focado, realmente, na preservação dos nossos costumes, do resultado final para que ele eternize nas pessoas os nossos sabores. Não sou contra a tecnologia, mas ela tem que estar a serviço da cozinheiro e não à sua frente", explica.



Para o Chef Mineiro, Edinho Engel, do Restaurante amado, neste momento é preciso discutir duas coisas: Cultura e ingrediente. "Na hora que a gente discute ingrediente a gente discute o que é que tem na região. Precisou que grandes Chefs internacionais viessem ao Brasil para falar que a mandioquinha é maravilhosa, o maxixe é fabuloso, que o chuchu é legal, porque a gente tem vergonha de por o nosso feijão na mesa", acredita.

Para o Chef alagoano Carlos Ribeiro, do Restaurante Na Cozinha, de São Paulo, é possível criar sem quebrar as tradições. "Isso é possível obedecendo e vendo a riqueza que existe na nossa cultura, em especial na cultura baiana, em relação ao Dendê. É muito importante que, na academia, os alunos possam fazer experiências. Nós temo uma variedade de produtos muito grande que podem ser utilizados, mas em dosagens corretas", acredita o Chef.
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