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Acordo Mercosul–União Europeia: o que muda para azeites, vinhos, chocolates e outros alimentos que chegam à Bahia

Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia finalmente foi concluído.
 
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Acordo envolve países da América do Sul e Europa.
Da redação
Imagens: IA
 
Considerado um dos maiores tratados comerciais do mundo, o acordo envolve países como Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, de um lado, e os 27 países da União Europeia, do outro. Mas o que isso muda, na prática, para quem produz, comercializa e consome alimentos no Brasil? Um dos principais pontos do acordo é a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação. Isso significa que diversos produtos europeus devem chegar ao Brasil com preços mais competitivos, ao mesmo tempo em que alimentos brasileiros ganham mais espaço no mercado europeu.

No setor de alimentos e bebidas, os impactos começam a aparecer principalmente em produtos como:
 
🫒 Azeites: mais variedade e concorrência

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Azeites europeus enfrentam carga tributária elevada no Brasil.
A União Europeia é responsável por cerca de 70% da produção mundial de azeite, com destaque para Espanha, Itália, Portugal e Grécia.
 
Com o acordo:
A tendência é de redução de impostos sobre azeites importados
Mais variedade de rótulos e categorias no mercado brasileiro
Maior concorrência para azeites nacionais, que ainda estão em fase de consolidação
👉 Para o consumidor, isso pode significar mais opções e preços mais acessíveis.
👉 Para produtores brasileiros, o desafio será investir ainda mais em qualidade, identidade territorial e diferenciação.


🍷 Vinhos: diversidade no mercado e novos desafios

Acordo-Mercosul–União-Europeia-que-muda-para-azeites-vinhos-chocolates-outros-alimentos-Vinhos Azeites europeus enfrentam carga tributária elevada no Brasil.
Os vinhos europeus já têm forte presença no Brasil.
Os vinhos europeus já têm forte presença no Brasil, mas ainda enfrentam carga tributária elevada.

Com o novo acordo:
Vinhos de países como Portugal, França, Itália e Espanha podem chegar com preços mais competitivos
Aumenta a diversidade de estilos e faixas de preço
Cresce a disputa com vinhos do Mercosul (Chile e Argentina) e com a produção nacional
 
Para o consumidor brasileiro, é um ganho direto. Para o setor local, a palavra-chave será posicionamento: contar histórias, valorizar terroir e apostar em experiências.
 
🍫 Chocolates e derivados do cacau: oportunidade para o Brasil

Aqui está um ponto estratégico para a Bahia.
A União Europeia é grande exportadora de chocolates industrializados, mas o Brasil — e especialmente o sul da Bahia — se destaca cada vez mais na produção de cacau de qualidade e chocolates bean to bar.
 
Com o acordo:
Chocolates europeus podem chegar mais baratos ao Brasil
Ao mesmo tempo, o cacau brasileiro ganha facilidades de acesso ao mercado europeu
Abre-se uma janela para exportação de cacau fino, chocolates artesanais e produtos com origem certificada
👉 Para produtores baianos, o acordo pode ser uma grande oportunidade, desde que haja investimento em marca, rastreabilidade e valor agregado.
🧀 Outros alimentos na rota do acordo

 
Além dos produtos mais conhecidos, o tratado também impacta:
Queijos e laticínios
Massas, embutidos e conservas
Bebidas alcoólicas e não alcoólicas
Produtos com indicação geográfica
 
Um ponto importante é que o acordo reconhece e protege diversas Indicações Geográficas europeias, o que reforça a importância de o Brasil também fortalecer suas IGs — algo que dialoga diretamente com produtos baianos.
 
🌱 Sustentabilidade e exigências ambientais
O acordo também traz compromissos ambientais e sanitários mais rigorosos. Para exportar à União Europeia, produtores brasileiros precisarão:
Comprovar origem sustentável
Atender a padrões ambientais e trabalhistas
Investir em transparência e certificações

 
Isso pode elevar custos no curto prazo, mas também valoriza quem faz bem feito, especialmente pequenos e médios produtores.
O que isso significa para a Bahia?
Para a Bahia, o acordo pode representar:
Mais produtos importados nas prateleiras
Mais concorrência no mercado interno
Novas oportunidades de exportação, especialmente para cacau, café, mel, frutas, chocolates e produtos artesanais
O desafio será transformar território, cultura e sabor em vantagem competitiva.
Mais do que comércio, uma disputa de narrativas
 
No fim das contas, o acordo Mercosul–União Europeia não é apenas sobre tarifas. É sobre quem conta melhor sua história, quem entrega qualidade e quem consegue conectar produto, território e cultura.
 
E é exatamente aí que projetos como o Comida da Bahia entram: mostrando que comida não é só mercadoria — é identidade, memória e futuro.
 
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