Depois do isolamento do Brasil, Lula cria a maior zona de livre comércio do mundo: “O melhor está por vir”
Depois de mais de duas décadas
de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia vai ser
assinado hoje (17), em Assunção, no Paraguai marcando um dos momentos mais
importantes da história recente do comércio internacional.
Da redação com ajuda do ChatGPT
Imagens: Gabriela Simões
O desfecho só foi possível graças à atuação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recolocou o Brasil no centro da diplomacia internacional e devolveu credibilidade ao país junto a parceiros estratégicos. Depois de um período de isolamento do Brasil no cenário mundial, o atual presidente assumiu pessoalmente a condução política das negociações, dialogou com líderes europeus e fortaleceu o Mercosul como bloco.
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| A cachaça de Abaíra (BA) já é uma Denominação de Origem. |
Imagens: Gabriela Simões
O desfecho só foi possível graças à atuação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recolocou o Brasil no centro da diplomacia internacional e devolveu credibilidade ao país junto a parceiros estratégicos. Depois de um período de isolamento do Brasil no cenário mundial, o atual presidente assumiu pessoalmente a condução política das negociações, dialogou com líderes europeus e fortaleceu o Mercosul como bloco.
O resultado é a criação da maior zona de livre comércio do mundo, conectando cerca de 720 milhões de consumidores e abrindo uma nova etapa para alimentos, bebidas e produtos com identidade territorial — um terreno fértil para o Brasil e, especialmente, para a Bahia e o Nordeste que podem ganhar protagonismo.
Durante o encontro no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Sexta (16), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, definiu o momento como uma demonstração do poder da cooperação entre povos e regiões. Ao encerrar sua fala, resumiu o espírito do acordo com uma frase que virou símbolo do dia: “Este é o poder da parceria e da abertura. (…) É assim que criamos prosperidade real — uma prosperidade compartilhada. O melhor está por vir”.
A assinatura acontece em um
cenário global marcado por tensões comerciais e disputas geopolíticas,
reforçando o papel do multilateralismo e do diálogo como caminhos para o
desenvolvimento.
O que muda na prática para alimentos e bebidas
O acordo prevê a redução gradual ou eliminação de tarifas para uma ampla gama de produtos. Para o setor de alimentos, os impactos são diretos:
Azeites, vinhos, chocolates, queijos e produtos europeus tendem a chegar ao Brasil com preços mais competitivos;
Cacau, café, frutas, pescados, carnes e produtos processados brasileiros ganham mais acesso ao exigente mercado europeu;
Regras sanitárias, ambientais e de rastreabilidade ganham ainda mais peso, valorizando quem produz com qualidade, origem e sustentabilidade.
Para a Bahia, o acordo pode
significar:
Mais espaço para cacau e chocolates de origem, especialmente do sul do estado;
Valorização do café especial, frutas tropicais e produtos artesanais;
Estímulo à agroindústria local, ao cooperativismo e à economia de pequenos produtores;
Integração entre gastronomia, turismo e identidade cultural, agregando valor além da commodity.
Mais do que exportar, o desafio passa a ser contar histórias, certificar origens e mostrar ao mundo o que é que a Bahia tem.
“O melhor está por vir”
Mais espaço para cacau e chocolates de origem, especialmente do sul do estado;
Valorização do café especial, frutas tropicais e produtos artesanais;
Estímulo à agroindústria local, ao cooperativismo e à economia de pequenos produtores;
Integração entre gastronomia, turismo e identidade cultural, agregando valor além da commodity.
Mais do que exportar, o desafio passa a ser contar histórias, certificar origens e mostrar ao mundo o que é que a Bahia tem.
“O melhor está por vir”
O
Brasil só possui 158 Indicações Geográficas (IGs) certificadas pelo Instituto
Nacional da Propriedade Industrial (INPI), entre Indicações de Procedência e
Denominações de Origem. Então, agora, o trabalho é incluir muito mais produtos nesta lista. ,Dentre os que já estão, destaque para produtos agrícolas e bebidas artesanais que carregam o nome e a identidade de sua região de origem. As IGs
estão distribuídas por todo o país: no Sul, estados como Minas Gerais, Rio
Grande do Sul e Paraná lideram com dezenas de certificados para queijos, vinhos,
mel e outras especialidades.
No
Sudeste, há reconhecimentos importantes como o café da Mantiqueira e da Alta
Mogiana. No Nordeste, produtos como o cacau do sul da Bahia, o vinho do Vale do São Francisco
e a cachaça de Abaíra (BA) ganham espaço, e recentemente a Chapada Diamantina
recebeu IG para seu café especial, fortalecendo ainda mais a presença baiana no
mapa de produtos com identidade territorial. Essa
diversidade de selos oficiais valoriza a tradição local e impulsiona produtores
de Norte a Sul a buscar mercados mais amplos, inclusive no exterior.
Apesar da assinatura, o acordo ainda passará por processos de ratificação nos países envolvidos. Mas o simbolismo é claro: uma nova janela se abre para quem produz, transforma e comunica alimentos com identidade. Para o Comida da Bahia, este é um tema que conecta política internacional ao prato do dia, ao produtor local e ao futuro da nossa gastronomia. Porque, depois de tanta espera, o acordo foi assinado — e, como disse a representante da União Europeia, “O melhor ainda está por vir”.
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