Boas notícias: Começam a aparecer primeiros frutos da revolução educacional
Em
iniciativa que nasceu no Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito
Gonçalves, em Presidente Dutra, estudante desenvolve detergente biodegradável
ecológico a partir da casca de pinha, fruta comum na região.
Por Miguel Brusell
Imagens: Gabriela Simões
Há males que vêm para o bem. Fechado durante a pandemia de COVID-19, o antigo colégio estadual da cidade, que já carecia de reformas, teve a sua estrutura física condenada, obrigando os estudantes a passarem mais um ano em aulas remotas. Foi nesse contexto desafiador que surgiu um recomeço. Durante o período, foi construída uma nova unidade: o Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves, batizado em homenagem a uma professora que perdeu a vida para a Covid-19.
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| A professora Mirian, Gabriela, Beatriz e o detergente. |
Imagens: Gabriela Simões
Há males que vêm para o bem. Fechado durante a pandemia de COVID-19, o antigo colégio estadual da cidade, que já carecia de reformas, teve a sua estrutura física condenada, obrigando os estudantes a passarem mais um ano em aulas remotas. Foi nesse contexto desafiador que surgiu um recomeço. Durante o período, foi construída uma nova unidade: o Colégio Estadual de Tempo Integral Leila Janaína Brito Gonçalves, batizado em homenagem a uma professora que perdeu a vida para a Covid-19.
Mais do que uma nova escola, o espaço nasceu como símbolo de reconstrução, memória e futuro. Quando viu pronta a estrutura do novo colégio, a professora Mirian Carvalho enxergou ali mais do que salas de aula — viu a oportunidade de promover uma verdadeira transformação educacional na região. Com ensino em tempo integral e uma estrutura equipada com laboratório, biblioteca e espaços de convivência, o ambiente passou a estimular a curiosidade, a pesquisa e o protagonismo dos estudantes.
Novo colégio promove inclusão científica
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| Inaugurado há três anos, Colégio faz revolução educacional. |
A partir daí, desenvolveu um detergente biodegradável ecológico, eficiente e de baixo custo, utilizando a farta matéria-prima local. O produto foi estruturado em duas versões, a líquida, indicada para louças e superfícies e a pastosa, mais concentrada, voltada para limpezas mais pesadas. Mais do que um experimento, o projeto representa a aplicação prática do conhecimento científico dentro da realidade do semiárido baiano.
Educação que gera transformação
A experiência de Beatriz mostra como o ambiente escolar pode ser decisivo. Com acesso a estrutura adequada e orientação qualificada, a estudante conseguiu transformar uma simples observação do cotidiano em uma solução sustentável. Esse é um dos pilares do novo modelo educacional: estimular o aluno a pensar, testar, errar, ajustar e criar.
Sustentabilidade com identidade local
O uso da casca da pinha evidencia uma lógica poderosa: inovação não precisa vir de fora. Ela pode nascer do quintal, da feira, do território. Ao transformar resíduo em produto útil, o projeto promove sustentabilidade, reduz desperdício e ainda abre possibilidades futuras de geração de renda.
Um sinal claro de mudança
Histórias como essa mostram que a revolução educacional já começou — e seus primeiros frutos começam a aparecer. Ela está presente em escolas públicas do interior, em professores comprometidos e em estudantes que passam a enxergar o conhecimento como ferramenta de transformação. Mais do que um detergente ecológico, o trabalho de Beatriz Rodrigues representa um novo momento em que a educação deixa de ser apenas teoria e passa a produzir impacto real na vida das pessoas.
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